sábado, 28 de julho de 2012

Espera...

Espera… espera… espera… Olho para a porta. Ela não abre. Você não aparece. A campainha não toca. Espera… espera… espera… Descubro que não gosto de esperar. Na verdade, não sei esperar. Relendo minha vida percebo que gosto de fast food, molho pronto, sopa instantânea, lava rápido… Assim, percebo que na gramática da minha história nunca soube conjugar os verbos: aguardar, esperar, vigiar… Interessante isso! Ao esperar você, percebo o que me dói. Dói ver a verdade: você nunca saiu de mim. Hoje, coincidentemente, eu em casa querendo sair. Porém, o que espero não está lá fora. Está aqui dentro. Nunca saiu. É justamente essa discordância interior que me dói. Tento buscar soluções para aliviar essa angústia. Mas não encontro. Por isso, nunca fui adepto a livros de autoajuda. Eles são muitos rasos para abarcarem a profundeza da incoerência humana, ou melhor, da minha incoerência. Espera… espera… espera… Levanto-me. Não aguento esperar mais. E aprendo mais uma lição: Hoje, entendi que esperar tem a ver com esperanças. E eu não tenho esperanças em você. Por isso, saio de casa. Você? Não sei se vem. Eu? Aprendo esperando que esperanças começam aqui, em mim. Escrito por Luiz Carlos Filho em 17/11/11

Um comentário:

  1. ameeeeeeeeei...
    é bem minha cara...
    Descubro que não gosto de esperar. Na verdade, não sei esperar. Relendo minha vida percebo que gosto de fast food, molho pronto, sopa instantânea, lava rápido… Assim, percebo que na gramática da minha história nunca soube conjugar os verbos: aguardar, esperar, vigiar…

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